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O que Podemos Esperar das Exportações de Soja para 2018

Exportação de Soja

O Brasil segue como o segundo maior produtor de soja em todo o mundo – de acordo com o último dado divulgado, são 112 milhões de toneladas, representando 32,3% da produção mundial, atrás apenas dos Estados Unidos que detém 34,4% da fatia global.

Cada vez mais consolidado no setor, os produtores desta cultura no agronegócio querem saber: o que esperar das exportações de soja para 2018?

Continue lendo este artigo e confira:

  • Expectativa é que Brasil exporte e produza oleaginosa com recorde histórico;
  • Com problemas nos principais concorrentes da commodity agrícola, Brasil pode ter alta histórica;
  • Entenda quais características irão influenciar durante este ano e veja as projeções do mercado;
  • Oleaginosa deverá bater recordes e aquecer ainda mais a economia. Problemas internos e queda de braço econômica global podem influenciar.

É preciso analisar diversos fatores, mas o próprio mercado vem se mantendo otimista, principalmente pelos bons índices que o país conseguiu nos primeiros meses deste ano – de janeiro até a metade de maio.

Confira, abaixo, uma análise sobre o fator exportação da soja brasileira, quais os caminhos e o que esperar desse produto tão importante para a economia nacional.

Projeção otimista

Dados recentemente divulgados pela consultoria da INTL FCStone indicam que o Brasil teve um aumento de 2,5% na produção de soja na safra 2017/18 se comparada ao ciclo anterior – 2016/17.

Isto deve representar um recorde na história da colheita da oleaginosa no nosso país. E o resultado poderia ser melhor: a falta de chuvas na região Sul impediu que alguns produtores pudessem alavancar ainda mais a colheita histórica.

O aumento da soja por si só não representa um crescimento na demanda das exportações – visto que os mercados consumidores precisam requisitar o produto brasileiro para que hajam resultados contundentes.

Mas, felizmente, o cenário global vem contribuindo efetivamente para que a projeção em relação às exportações também seja otimista.

Nos quatro primeiros meses deste ano, o Brasil já exportou pouco mais de 21 milhões de toneladas de soja, nível quase idêntico se comparado ao mesmo período de 2017.

Contudo, a expectativa é que os números cresçam exponencialmente, principalmente devido aos mercados exportadores concorrentes que sofrem com algumas peculiaridades, como falaremos a seguir.

A concorrência global

A Argentina, terceira maior produtora da oleaginosa no mundo – e, ainda sim, com menos da metade da produção brasileira – teve problemas no ciclo da soja na safra anterior.

Isto atrairá, segundo os especialistas, diversos mercados que mantém relações comerciais com ambos os países latinos – Brasil e Argentina.

Mas, o caso mais endêmico é dos Estados Unidos. Com a ‘queda de braço’ econômica entre a China e o nosso vizinho do Norte, a taxa sobre a oleaginosa vendida aos asiáticos pode chegar a 25%, tornando o produto brasileiro mais barato em relação ao americano.

Em contrapartida, até a efetivação dessa nova taxação, custos de transporte e o baixo preço da soja dos Estados Unidos ainda travam o avanço das exportações nacionais.

Quanto o Brasil deve exportar?

Conhecendo as características projetadas em relação a safra e como estão se comportando os principais concorrentes, passamos para uma análise dos mercados que podem fazer as exportações do Brasil fecharem em alta recorde – baseados, é claro, em todos os índices até o momento.

A China deverá aumentar a sua importação e, assim como nos últimos cinco meses do ano passado, em um período sazonal e que surpreendeu muitos produtores, poderá recorrer ao estoque de soja brasileiro.

A perspectiva do consumo chinês para 2018 é uma alta de 3,75% em relação ao ano anterior, tornando-o, novamente, o maior importador da commodity agrícola do mundo.

O Egito, que mantém relações comerciais com o Brasil, mas foca em importações de outros países, terá uma alta do consumo de 32,4%. União Europeia (4,6%), México (4,2%) e Japão (3,9%) são outros países que compram a oleaginosa exportada do nosso país e, com a crescente demanda, poderão alavancar a nossa balança comercial interna.

Com todos esses componentes, a estimativa é que o Brasil atinja a exportação recorde de 65,5 milhões de toneladas, representando mais da metade de toda a produção nacional – e, com a alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2016 / 2017, supere novamente os Estados Unidos (60,6 milhões de toneladas), como maior exportador da cultura em todo o mundo.

Exportação de Soja

O que pode mudar?

Como sabemos, questões climáticas e a própria competitividade global, com redução de preços e subsídios em outros países, podem afetar os números de exportação – para mais ou para menos.

Contudo, os especialistas afirmam que, caso haja oscilações, estas devem ficar dentro do projetado com o que fora produzido até abril de 2018.

O dólar também é outra característica que pode afetar diretamente o mercado exportador de soja no Brasil – principalmente com as eleições que ocorrem em outubro e que podem atrair ou afugentar investidores, assim como impactar no preço da venda pelos produtores do agronegócio nacional. Até lá, porém, a expectativa é que a moeda se mantenha estabilizada.

Há, ainda, um terceiro fator: a questão logística do produto em território nacional. Em maio de 2018, uma paralisação dos motoristas de cargas em todo o país afetou o transporte rodoviário de soja para os portos que, apesar de influenciarem significativamente no volume total de exportações, podem fazer com que a urgência de altas demandas – como a China – sejam compensadas em concorrentes da oleaginosa brasileira.

Considerações

Até o acumulado da terceira semana de maio, o Brasil já tinha exportado 36,25 milhões de toneladas segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

O índice já representa mais da metade do que era esperado até nas mais otimistas projeções – 72 milhões de toneladas em 2018 – faltando pouco mais de sete meses para o final do ciclo.

Com isso, o setor do agronegócio pode esperar ainda mais exportações desse produto tão importante na economia nacional, atentando-se aos vários fatores supracitados – competitividade, mercados importadores e características naturais, econômicas e até mesmo políticas.

A chegada do inverno e as baixas temperaturas no mês de maio na região Sul, por exemplo, já ligaram o sinal de alerta para vários produtores regionais.

Para completar, a área de produção de soja crescerá neste ano 3,1%, impactando diretamente nos resultados do próximo período – 2019. Também, os US$ 19,3 bilhões trazidos pela soja no ano passado deverão ultrapassar os US$ 20 bilhões em 2018, tornando esta commodity agrícola ainda mais indispensável para a economia nacional.

Quer acompanhar mais sobre como estará o mercado de soja ao longo deste ano, conhecendo mais sobre as exportações de outras culturas nacionais?

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