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Conheça as Principais Tendências do Agronegócio para 2018

Tendências do Agronegócio

Você tem ideia de quais tendências do agronegócio deverão afetar diretamente a vida dos produtores rurais neste ano de 2018?

Todo início de ano vem acompanhado de grandes expectativas, principalmente no setor do agronegócio.

Por conta das tentativas da aprovação da Reforma da Previdência, o mercado do agronegócio já percebeu uma significativa cautela de muitos investidores, em especial devido a renovação política e pelas surpresas que os candidatos vão apresentar durante o período eleitoral.

Falando de fatores econômicos, o crescimento do agronegócio movimentou o mercado, atraindo milhares de investidores, pois a maioria conta com excelentes perspectivas para este ano.

Com a substituição de presidentes do FED (Federal Reserve) o banco central americano vai contar agora com Jerome Powell entrando no lugar de Janet Yellen, onde ocorreu já no início do mês de março.

A chegada de Powell promete aquecer o setor do agronegócio, pois o mesmo é visto como um excelente estimulador da economia americana, conseguindo dar mais abertura para a agenda de desregulação de Trump.

Infraestrutura, soja e grãos

As oscilações que vem ocorrendo no valor total bruto das produções de grãos, poderão se manter na casa dos R$ 530 a R$ 550 bilhões.

Após uma recuperação de somente 8%, referente a queda de cerca de 25% no ano passado, as cotações das commodities agrícolas, provavelmente vão conseguir se manter estáveis, mesmo havendo produções em alta escala nos EUA.

A Argentina e o Brasil, deverão se manter em alta neste ano. Enquanto a soja se mantém afetada por conta da aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aumentando o valor do diesel e misturas de biodiesel em até 10%.

A medida que já entrou em vigor, desde o mês passado, tem uma perspectiva no aumenta da produção de biodiesel, saindo da casa dos 4,2 bilhões de litros, para 5,3 bilhões.

Ou seja, a soja que é destinada para esse tipo de produção, aumentará consideravelmente.
Por consequência disso, é bem possível que o ocorra o esmagamento da soja.

E esse aumento, vai se dar pela contribuição de um maior balanço de oferta e demanda, mais acelerada do grão, onde esse aumento será sentido diretamente no valor da soja.

A soja tendo o seu destino previsto, não é o que acontece no quesito da infraestrutura do agronegócio, em anos eleitorais, é muito difícil de imaginar como realmente acontecerão as famosas “promessas”, se as mesmas irão mesmo se concretizar.

Leia também – O que Podemos Esperar das Exportações de Soja para 2018

Henrique Meirelles, que comanda a economia brasileira atualmente, vem mantendo afastado o investimento público, o que favorece diretamente as atividades rentistas, ao contrário das produtivas.

Inovações tecnológicas previstas para o mercado agrícola neste ano, poderão ajudar da redução de aplicações de agroquímicos, conseguindo assim, diminuir a dependência de energia, nas quais são derivadas de combustíveis fósseis.

Tendências do Agronegócio

Um ponto muito importante a ser observado, pelos produtores rurais, onde terão que ter uma atenção redobrada, será o quesito das condições climáticas, que certamente vão dar um giro no mercado este ano. Por conta da possível formação de outro La Niña e todos os seus efeitos.

É justamente essa grande incerteza, que vai agitar o setor do agronegócio, atém mesmo durante a consolidação das primeiras safras de 2018 e isso ocorrerá exatamente igual na Argentina.

Outro ponto forte do agronegócio em 2018, será a comercialização das vendas de máquinas agrícolas. Em 2017, o mercado interno conseguiu atingir 44,3 mil unidades, e as vendas continuam com excelentes perspectivas para 2018.

Outro ponto alto de 2017, foram as exportações, que tiveram um avanço de 69,7% chegando aos U$ 3,17 bilhões, se comparados aos números do ano de 2016.

De acordo com a ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a produção de máquinas agrícolas, alcançou o número de 54,9 mil unidades somente em 2017, aumentando o desempenho em 1,8%.

As exportações de máquinas agrícolas vêm crescendo significativamente, com alta de 46,9% no ano passado. Somente em dezembro de 2017, foram exportadas, 1,3 mil máquinas, garantindo a expansão de 39,1%, se compararmos com o mesmo mês, em um ano anterior.

A expectativa é que este setor cresça cerca de 10%, chegando em uma alta de até 43,7% com as vendas internas, e 34,5% nas vendas de exportações.

A produção de milho nacional, na safra de 17/18, é estimada em aproximadamente 88 milhões de toneladas, 10% a menos do que ocorreu no ciclo de 16/17.

Contudo, ainda chega a ser uma boa previsão, até porque, o consumo do milho para a última safra, certamente será impulsionado, devido ao grande crescimento da produção de carnes e obviamente, pela grande demanda da nova usina de etanol, que está no estado do Mato Grosso.

Já o algodão, a perspectiva para a safra 17/18, é de um aumento da produtividade, dentro dos principais países produtores, tendo como a consequência, o aumento dos estoques de algodão em todo o mundo, depois de passarmos por dois anos de retração.

A perspectiva para este ano, é que a redução da cotação deste produto, que já foi sentida no início do ano, possa ser revertida com o passar dos meses.

Isso ocorreu, porque a expectativa de inversão da compra de fundos que não tenham cunho comercial, gerou uma certa pressão nas cotações da pluma, diretamente por conta da valorização do valor do petróleo em todo o mercado internacional.

Consequentemente, restringiu a produção de fibras sintéticas na China, que reforçam a grande tendência das cotações de algodão se manterem em alta.

Essas são as grandes tendências para o agronegócio de 2018, e tudo que vai girar em torno do mercado que mais move a economia, tanto no Brasil, como em todo o mundo.

E como você está se preparando? Conte pra gente aqui embaixo nos comentários.

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